Um cheirinho bom de almoço!

Os aromas são armazenados para sempre em nossa memória e, segundo a ciência, não sofrem desgastes com o passar do tempo


Por: Margarida Hallacoc
Data: 10 de maio de 2019
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Sabe a sensação de experimentar uma refeição e sentir aquele cheirinho de infância? Essa lembrança vem à tona  porque os aromas são armazenados para sempre em nossa memória. E, segundo a ciência, não sofrem desgastes com o passar do tempo.

Ao nascermos, nosso bulbo olfativo está preparado para processar e armazenar uma diversidade incrível de aromas para sempre. A explicação científica é que o córtex olfativo tem uma ligação direta com o hipocampo. Nos outros sentidos (visão, audição e tato) são primeiramente processados em outros lugares do cérebro. Só depois depois chegam ao centro de memória. Desta forma, a área que processa o olfato é uma vizinha mais próxima que outros sentidos, de neurônios espetaculares.

Os cheiros nos transportam para lugares e sensações

Entre os cheiros que nunca mais sairão da nossa lembrança estão os dos alimentos que apreciávamos na infância. em especial, os temperos usados nas nossas casas.  Naquele pacote de afeto, o cheirinho inesquecível das refeições preparadas por nossa mãe, avós, tias.

O cheiro dos alimentos despertam saborosas lembranças

Quem nunca suspirou com saudades do almoço da vovó?

Psicólogos afirmam que, além da capacidade de arquivar as recordações dos aromas, o fato de um determinado cheiro vir associado a uma boa recordação, potencializa a nitidez dessa lembrança. Mais que perfumes ou flores, os alimentos são os grandes campeões dos nossos arquivos olfativos, permanecendo armazenados lá no baú das recordações.

Quem trabalha com alimentos sabe a importância de apertar esse gatilho e ativar lembranças positivas. Se ao destamparmos uma panela ou cuba formos surpreendidos por algum cheiro que nos remeta à cozinha da nossa mãe ou avó, isso já nos predispõe a comer com muito mais gosto. Portanto, esse alimentar com gosto condiciona o organismo inteiro a uma quebra de enzimas muito mais eficiente. O resultado? Melhor aproveitamento de todas as propriedades e vitaminas ingeridas.
Sim, é verdade que primeiro comemos com os olhos, mas o aroma certamente é absorvido. E, segundo a ciência, ultrapassa a longevidade e até mesmo os sentidos da visão e audição.

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